BLOG Café Empreendedor


por Carlos Henrique Cadinha e CHC® Escritório de Inteligência em Negócios Ltda.


Uma pausa para um cafezinho e conversarmos sobre Gestão Empresarial, Administração de Vendas e Empreendedorismo.


A CHC Ein atua no desenvolvimento de negócios e consultoria focada na abordagem comercial estratégica. Para os novos empreendedores, avalia e desdobra novas idéias visando transformá-las em negócios de sucesso, através do desenvolvimento completo do Plano de Negócios, sua validação, captação de recursos, implementação, operações e consultoria.

Development consulting business focused approach and strategic. For new entrepreneurs, develop study ideas for turning them into successful businesses, by developing the Business Plan, its validation, fundraising, implementation, operations and consulting.


Carlos Henrique Cadinha - CHC Ein
CHC Office of Business Intelligence Ltd.

Dono, Consultor e Parceiro de Negócios para desenvolvimento de novos mercados.
Owner, Consultant and Business Partner to develop new markets.

:: website: http://www.chc-ein.com.br/ (em desenvolvimento / developing)

:: e-mail: cadinha@oi.com.br

:: LinkedIn: http://br.linkedin.com/in/carloshenriquecadinha


"Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem" Peter Drucker

sexta-feira, 19 de março de 2010

O que você lê?

Eu adoro uma boa livraria. Para mim, shopping bom é aquele que tem pelo menos uma opção de livraria e revistaria – se tiver um café gostoso, melhor ainda. Nas minhas andanças por essas lojas, uma das seções que quase sempre visito – por força da profissão e por curiosidade mesmo – é a de livros de administração, negócios e recursos humanos.

O curioso dessa seção é que lá tem de tudo: desde livros técnicos de grandes estudiosos de marketing até análises no mínimo engraçadas sobre o comportamento das mulheres no ambiente de trabalho. Aparecem ali no meio muitos livros com um pé na auto-ajuda e outros que embarcam em modas (já vi diversos títulos com o sufixo “onomics” depois do sucesso de “Freakonomics – O Lado Oculto e Inesperado de Tudo que nos Afeta”, de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner).

Em meio a essa profusão de obras, uma pergunta que sempre me ocorre é: o que será que efetivamente ajuda o empreendedor na gestão do seu negócio? Imagino que algumas obras sejam muito técnicas, mais adequadas para serem material didático de cursos de administração. Outras parecem só passatempo, estofo para uma conversa de bar. Mas há também diversos livros que se propõem a ensinar o leitor a negociar, a liderar melhor, a tornar a sua empresa mais inovadora.

Com uma rápida olhada na lista dos livros mais vendidos de administração de uma rede de livrarias com sede em São Paulo, vejo que os favoritos são obras baseadas nos conselhos e nas experiências de consultores e executivos famosos, lições de liderança baseadas em experiências religiosas, maneiras de cortar custos e ensinamentos dos gurus de marketing.

Escrevo tudo isso para lançar o questionamento para você, leitor: como esses livros ajudam na gestão da sua empresa? Você aplica essas lições no dia a dia do negócio? O que você lê?

Cinco profissionais que lideram empreendimentos no Brasil indicam livros que de alguma forma apuraram sua percepção sobre os negócios:




Superdicas para vender e negociar bem de Carlos Alberto Julio, Saraiva, RR$ 10,90, 136 págs.
>“O tempo todo estamos vendendo — um produto, uma ideia, um serviço, um conceito... Digo que nada de importante acontece em uma empresa senão depois da primeira venda. O tema é importante, e o livro, muito bom.”

Inovadores em ação de William C. Taylor e Polly LaBarre, Sextante, R$ 29,90, 272 págs.
>Relata histórias de empresas que se destacaram no mercado por terem elaborado estratégias criativas. “Me fez pensar sobre os propósitos e valores da minha empresa e sobre a importância de inovar.”

Startup de Jessica Livingston, Agir, R$ 44,90, 288 págs.
>Entrevistas com precursores de grandes ideias (como Hotmail, Firefox e Gmail). Para aprender mais sobre tecnologia e entender como surgem as grandes inovações. Há dicas importantes, especialmente para quem pretende abrir um negócio.
 
 
















terça-feira, 16 de março de 2010

ESPECIAL - Carreira & Gestão Empresarial

5 dicas para melhorar sua
visibilidade no LinkedIn



Passos simples tornarão sua presença mais ativa na rede preferida dos profissionais e poderão render bons negócios e oportunidades de trabalho.Com mais de 60 milhões de usuários em mais de 200 países, o LinkedIn é uma rede social profissional por definição. Em 2009, o site cresceu bastante, especialmente fora dos EUA. Segundo o CEO do LinkedIn, Jeff Weiner, metade dos membros é de não-americanos.
Eis uma seleção de cinco dicas rápidas que poderão ajudá-lo a elevar seu perfil e sua experiência de uso a um nível mais alto.
1:: Como aumentar sua presença com Network Updates

Um recurso do LinkedIn esquecido mas valioso é o Network Updates. A caixa Network Updates - localizada na página inicial, abaixo das atualizações da caixa de entrada - é a área que você pode usar como seu "outdoor profissional", usando 140 caracteres ou menos.


Quer permanecer na lembrança de seus contatos do LinkedIn? Essa ferramenta, quando usada efetivamente, o ajudará a conquistar isso. "Se você não atualiza seu status, torna-se invisível para suas contatos", diz Eve Mayer Orsburn, CEO da Social Media Delivered, uma consultoria em redes sociais.


"Atualizar o status uma vez ao dia lhe dará a oportunidade de dar seu recado, anunciar algo especial ou comentar um acontecimento; assim, você estará na lembrança de seus contatos", diz ela.


Lembre-se, no entanto, que o status do LinkedIn não deve ser usado da mesma forma que no Twitter. "As atualizações do LinkedIn devem sempre ser profissionais, enquanto as do Twitter podem ser tanto pessoais como profissionais", lembra Eve.


2:: Como monitorar quem viu meu perfil

Localizado na parte inferior da página principal, bem na coluna direita, há uma caixa "Who's Viewed My Profile" (quem viu meu perfil). Ela fornece duas estatísticas: quantas vezes seu perfil foi visto nos últimos sete dias, e quantas vezes você apareceu nos resultados de busca nos últimos sete dias.

Esses números são uma boa maneira de se informar sobre como e por que as pessoas vieram checar seu perfil no LinkedIn. Se quiser descrições mais detalhadas, uma opção será se tornar um assinante pago do LinkedIn.

3:: Vale a pena fazer o upgrade para uma conta paga?


O serviço de rede social LinkedIn é gratuito. Mas, se escolher migrar para uma conta paga, terá acesso a recursos adicionais. Não sabe o que você ganha ao pagar pela atualização? Eis quatro vantagens:


- Enviar mensagens diretamente, sem esperar por uma apresentação de um contato;
- Acessar o organizador de perfil, que lhe permitirá acompanhar perfis importantes em um espaço dedicado;
- Ver mais perfis quando fizer uma busca avançada (a conta gratuita limita esses resultados a 100);
- Acessar dados mais específicos sobre quem viu seu perfil.


4:: Como reorganizar as seções de seu perfil

O LinkedIn anunciou um novo recurso, criado para dar mais controle sobre como apresentar seu perfil. Agora, em vez de aderir ao formato padrão do LinkedIn, você pode organizar os itens de seu perfil (como sumário, experiência e recomendações) como quiser.

Isso lhe dará liberdade para destacar suas habilidades, experiência e outras conquistas que o colocarão em destaque em relação aos outros.


5:: Como integrar o LinkedIn com o Outlook

Um novo recurso beta do LinkedIn permite sincronizar o site de rede social com o Microsoft Outlook, dando mais transparência a seus contatos e fazendo com que sua rede cresça de forma mais fácil.

Para fazê-lo funcionar, você vai precisar do Outlook Social Connector, disponibilizado pela Microsoft. Ele funciona com as versões 2003, 2007 e 2010 do Outlook.

Depois de instalado, o Outlook mostrará uma pasta LinkedIn no Outlook. Você poderá mandar e-mails para seus contatos no LinkedIn digitando o nome da pessoa no campo Para. Também poderá ver, num painel, as atividades mais recentes do contato, as atualizações de status e e-mails.
O que deseja, como pensa,
consome e age a Geração Y


Estudo identifica a visão de mundo dos membros desse grupo, composto pelos "nativos digitais" ou por quem cresceu na era da internet.

Eles são liberais no consumo, mas um tanto conservadores no aspecto social. Gostam de novidades, querem estar antenados e buscam símbolos que os liguem a comunidades.

Fidelidade a empresas, no entanto, não está em seus horizontes – em vez da busca de status pessoal, a afeição a marcas é uma forma de expressar um comportamento coletivo.

Também são impulsivos, impacientes e, no mercado de trabalho, não pensam duas vezes antes de mudarem de emprego caso não se sintam valorizados ou confortáveis no ambiente corporativo.

:: Tecnologia na veia


Velocidade, tecnologia, perfil multitarefa e individualidade são conceitos que os definem muito bem, além da propensão a postergar compromissos e responsabilidades próprios da vida adulta, como deixar a casa dos pais e morar sozinho.

Essas são algumas das características gerais da chamada Geração Y, segundo pesquisa feita pela Bridge Research, empresa paulista fundada há pouco mais de um ano e especializada no público jovem.

Segundo o estudo, entende-se Geração Y como os indivíduos nascidos entre 1978 e 2003, que ou são “nativos digitais” ou que cresceram sob a influência direta da internet.

:: Visão de mundo

O estudo da Bridge Research foi feito a partir de entrevistas com pessoas com idade entre 18 e 30 anos da Grande São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, das quais 48% homens e 52% mulheres das classes A, B e C. O objetivo foi identificar padrões de consumo, visões de mundo e comportamentos desse grupo.

Trata-se de informações valiosas para quem deseja se relacionar, vender para esse segmento de público ou simplesmente entender como pensam e agem as pessoas da geração digital, cujos membros são presença constante nos blogs e nos demais espaços de rede social.

“Uma constatação que nos chamou a atenção no estudo é que esse grupo tenta sempre postergar compromissos ou responsabilidades”, afirma o presidente da Brigde Research Renato Trindade.

Um exemplo disso diz respeito à estrutura de gastos. “Para não terem que arcar com aluguel e outros custos, eles deixam a casa dos pais cada vez mais tarde. Não é uma geração que busca independência”, diz.

:: Dicas para as empresas

Os indivíduos desse grupo se caracterizam pela volatilidade na profissão, a comunicação sem barreiras e pelo imediatismo, observa Trindade.

No caso do mercado de trabalho, um exemplo é o ímpeto de largar a empresa para a qual trabalha se não encontrarem um bom ambiente e recompensa financeira – não vale ter só um dos dois; é tudo ou nada.

Sobre esse ponto, Trindade dá algumas dicas às corporações.

“As pessoas da Geração Y têm um necessidade muito grande de receberem feedback por parte da empresa. E não é a cada seis meses, mas sim a cada mês. Eles são muito ansiosos”, afirma. “Dar retorno com maior freqüência aplaca essa ansiedade”, diz.


:: Imposição de limites

Outra atitude importante é estabelecer um diálogo, esclarecer muito bem os limites e que espera de seus colaboradores.

“Essa geração precisa que as coisas sejam muito bem explicadas. O que para a Geração X (a anterior) poderia ser algo óbvio – a questão da hierarquia dentro de uma corporação ou regras de comportamento -, para os da Y nem sempre são”, afirma Trindade.


“Eles precisam que os limites sejam explicitados. Mas eles escutam a empresa e aceitam os limites, desde que compreendam quais sejam.”


:: Consumidores da Geração Y


No que se refere à relação com consumidores desse grupo, a dica é para que a comunicação seja de mão dupla.


“Para essa geração, a comunicação não tem barreiras. Assim, ela quer que a empresa seja da mesma forma. Isso quer dizer que não dá para usar só a TV nas campanhas. As estratégias de comunicação têm de usar os canais digitais”, diz Trindade.



Além de ir para o meio digital, é necessário também abrir espaço para a interação.


“Essas pessoas são céticas em relação às empresas. Elas esperam o diálogo, inclusive no espaço da marca, como um site. Querem, por exemplo, o direito de ir ao blog da empresa para falar mal dela, mas estão dispostos a ouvir a defesa da companhia”, explica.


Carlos Henrique Cadinha, ausente. Post publicado por Manuela Carlos Araújo, Assessora Comercial, CHC-Ein e GdB

:: perfil de Carlos Henrique Cadinha no LickedIn:
http://br.linkedin.com/in/carloshenriquecadinha

segunda-feira, 15 de março de 2010

ESPECIAL - Outsourcing de TI

OUTSOURCING DE TI

Vantagens, Benefícios, Foco no Core Business, Maior Previsibilidade dos Riscos, Otimização de Processos e Recursos 


A prestação de serviços de outsourcing é uma das modalidades que mais tem crescido na área de TI. O conceito vem evoluindo ao longo dos anos, tornando-se um importante fator de competitividade para as empresas.

Numa tradução pura e simples, outsourcing nada mais é que terceirização, mas quando se fala em estratégia de negócios, o outsourcing das áreas de tecnologia transforma-se numa ferramenta imprescindível para aumentar, simultaneamente, produtividade e rentabilidade e proporcionar maior vantagem competitiva.

Empresas de todos os segmentos estão adotando as parcerias com especialistas para gerir as suas área de Tecnologia da Informação. Hoje, a maioria das grandes companhias tem algum processo terceirizado.

Do ponto de vista da gestão, com o outsourcing da TI, as empresas podem dedicar-se integralmente ao foco principal das suas atividades. A incorporação de profissionais melhor qualificados para o suporte tecnológico propicia resultados de mais qualidade aos serviços e mais disponibilidade do pessoal interno para o negócio da empresa propriamente dito.

Neste sentido, já estão comprovadas as vantagens e os benefícios do outsourcing, seja por razões estratégicas, operacionais ou de gestão. Dentre os principais resultados, a redução de custos globais do setor, melhor abordagem de negócio e melhoria da qualidade do serviço prestado. Hoje em dia, porém, as grandes questões são: quais são as melhores práticas e as maneiras de aderir à terceirização, como escolher os parceiros adequados e de que forma medir seus resultados?

As empresas devem procurar no fornecedor de outsourcing um parceiro de negócios, que traga uma vasta gama de habilidades e pontos fortes. Uma boa consultoria pode determinar o que é melhor para o cliente, um especialista em TI bem preparado tem condições de avaliar e planejar como a tecnologia vai apoiar a evolução dos negócios da empresa.

Por ter a tecnologia como seu negócio principal (core-business) e o custo de infra-estrutura e mão-de-obra compartilhado entre outros contratantes, a empresa de outsourcing tende a ter uma maior capacidade evolutiva. Mais do que um contrato, é preciso estabelecer uma relação de parceria de negócios.

Vale a pena avaliar a performance do outsourcing com base num amplo conjunto de resultados e não limitar a avaliação apenas ao fator "redução de custos". A incorporação do SLA - Service Level Agreement (Contratos por níveis de serviços)discrimina as garantias de qualidade, quantidade, modalidade e precisão dos diferentes serviços a serem oferecidos.

Os projetos podem ser customizados e até mesmo exclusivos. O pagamento pode ser feito sob demanda, ou seja, a empresa contratante só deve pagar pelo serviço consumido.

As proposições de valor mais percebidas pelas empresas são:

>> Foco no core business, deixando a responsabilidade para o parceiro
>> Redução de custos
>> Otimização de processos e recursos
>> Redução do risco de responsabilidade e de projeto

"Oferecer as melhores Soluções em Tecnologia não é apenas oferecer a tecnologia mais avançada, mas aquela que mais contribui para o sucesso do cliente como um todo." - Alessandro Goulart, presidente da todo!





Chegou, definitivamente, a vez do outsourcing ? A visão das empresas que adotaram o modelo
 
A terceirização não é algo novo no mercado. Há anos ocorre em várias áreas das empresas e de uns tempos pra cá vem atingindo também o setor de TI das corporações.

- Existe atualmente uma forte tendência das empresas a terceirizar tudo o que não se refere ao seu core-business, e isso muitas vezes inclui o setor de tecnologia. Toda a parte operacional das empresas está sendo feita por pessoas de fora das companhias, enquanto as empresas concentram a parte de negócios, os setores estratégicos – confirma a consultora da Foco RH, Renata Schmidt.

Área estratégica

O diretor-presidente da Impacta Tecnologia, Célio Antunes, afirma que a terceirização é estimulada pela crescente competitividade do mercado, o que exige que as empresas tenham um foco de negócio muito bem definido. Mas ele alerta que as empresas ainda são um pouco resistentes à terceirização do setor de tecnologia por receio de perder o controle sobre a segurança de informações estratégicas.

- Este medo está sendo quebrado aos poucos, pois a área de tecnologia está se tornando muito complexa e saber acompanhar as novas tecnologias e aplicá-las corretamente, com segurança, é muito caro para as empresas. Por isso estamos vendo hoje a terceirização de setores como desenvolvimento de sistemas, helpdesk, suporte técnico, treinamento, entre outras – analisa Antunes.

Relação custo-benefício

A gerente de Recursos Humanos e Outsourcing da consultoria Nova Base, Dáurea Soldado, concorda que a redução de custos é um fator que tem impulsionado a terceirização. A Nova Base é uma prestadora de serviços na área de TI e, segundo a gerente de RH, companhias de telecomunicações e bancos são os recordistas na terceirização do setor de TI. Já as indústrias são mais contidas nesse sentido.

Para Renata Schmidt, da Foco RH, optar pelo outsourcing é realmente vantajoso para as corporações, pois dessa forma as empresas não sobrecarregam seus quadros de funcionários e reduzem as despesas com o pessoal efetivo.

Mas Célio Antunes observa que, algumas vezes, as despesas com profissionais terceirizados podem ser maiores do que os custos com funcionários efetivos, pois as consultorias costumam ser altamente especializadas e cobram caro pela prestação de serviços. Ainda assim, na opinião de Antunes, terceirizar a área de TI é vantajoso para as empresas.

- As empresas ganham no cumprimento de prazos e na rapidez na implementação de soluções para o seu negócio, entre outras coisas. O custo para terceirizar pode até ser maior, mas o retorno estará no aumento da produtividade e no número maior de clientes, que na realidade terá reflexos financeiros positivos para a empresa – argumenta o diretor da Impacta Tecnologia.

A Embratel é um exemplo de corporação que terceiriza parte de sua área de Tecnologia. Segundo o gerente de Projetos da companhia, Walter Krause, todas as áreas da empresa têm um núcleo principal de funcionários que atuam constantemente, e um percentual terceirizado que pode ser aumentado quando necessário.

Atualmente, 40% dos profissionais da área de TI da empresa são prestadores de serviços. Krause admite que a redução de custos pesou na escolha da Embratel pela terceirização, mas ele garante que outros fatores também foram levados em consideração.

- Os principais motivos para optarmos pela terceirização foram o aperfeiçoamento tecnológico e a redução de custos. Temos muita gente trabalhando na Embratel e seria complexo oferecer treinamento para todos. Terceirizando parte do pessoal fica mais fácil garantir o treinamento de todos, pois a responsabilidade pelo treinamento dos terceirizados fica com a empresa que terceiriza – justifica Krause.

O gerente de Projetos da Embratel acrescenta que praticar o outsourcing também é vantajoso para empresas que costumam trabalhar com picos de demanda.

-  Quando temos uma demanda maior de serviços, contratamos o pessoal chamado “flutuante”, que são os terceirizados, porque contratar por um período e demitir depois é mais trabalhoso. A terceirização oferece agilidade ao processo de colocar pessoas de acordo com a necessidade – observa Krause.

Outra empresa que entrou na onda do outsourcing é a Vale Refeição. De acordo com o gerente de Informática da empresa, Antônio Baeta, 90% dos funcionários da Vale-Refeição são terceirizados.

-  Todos os nosso projetos externos são executados por profissionais de fora da empresa. Apenas os projetos internos ficam sob a responsabilidade de funcionários da Vale-Refeição que atuam pela CLT, ou que trabalham como pessoa jurídica. Hoje percebo que a maioria dos profissionais prefere trabalhar como terceirizado – revela Baeta.


 
Opção de carreira
 
Já que trabalhar como terceirizado é uma tendência cada vez mais forte na área de tecnologia, é importante saber quais são seus prós e os contras para o profissional de TI. Para Célio Antunes, a Impacta Tecnologia, o profissional sai ganhando – e muito – ao trabalhar dessa forma.

- Perde-se o status da carreira tradicional em TI, mas as vantagens de trabalhar como terceirizado são maiores. O terceirizado ganha mais treinamento, especialização e valorização de sua figura como consultor, o que é bom – opina o diretor-presidente da Impacta Tecnologia.

A gerente de RH e outsourcing da Nova Base divide os profissionais de TI em dois grupos: os que gostam de fazer carreira em uma única empresa e os que gostam de mudar sempre. E ela observa que os que fazem parte do segundo grupo geralmente escolhem a terceirização.

- Os profissionais do primeiro grupo querem estabilidade e são menos valorizados no mercado. Já os do segundo grupo estão a todo tempo buscando coisas novas, aprendendo a desenvolver novas tecnologias, e por isso costumam ganhar mais. Mas existe campo para os dois tipos, porque eles ainda são escassos no mercado – afirma Dáurea Soldado.

O gerente de Projetos da Embratel propõe uma outra divisão: profissionais que estão em alta na demanda das empresas, e os que estão em baixa. De acordo com Walter Krause, esse é o aspecto determinante pela escolha ou não do modelo da terceirização.

- Se profissional de TI estiver bem demandado no momento, trabalhando como terceirizado o seu crescimento e sua remuneração podem ser maiores. Mas se ele é um profissional “comum”, que já existe no mercado em boa quantidade, é mais vantajoso trabalhar como CLT na empresa – recomenda Krause.

GESTÃO - Empresas não integram informações de clientes



Empresas não integram informações de clientes, diz estudo Relatório global da Economist Intelligence Unit com 558 executivos de seis segmentos revela que corporações praticam CRM de forma isolada.

A maioria das companhias ainda não integra informações dos clientes nem compartilha bases de dados com as áreas de marketing, vendas e call center. O relacionamento com o cliente (CRM) vem sendo praticado por silos, revela estudo mundial realizado pelo consultoria de pesquisas Economist Intelligence Unit com 558 executivos de organizações de seis segmentos da economia: financeiro, varejo, alta tecnologia, telecom, bens de consumo e utilities.

Como muitas ainda não possuem bases de dados integradas, a coordenadora do estudo, Katherine Abreu, afirma que essas organizações estão perdendo oportunidades no mercado. “Elas estão deixando de vender e maximizar o retorno com o cliente”, avaliou a executiva durante o SAP Forum 2010.

Katherine abordou esse tema em sua palestra “Além das transações: criando valor através de parceria com o cliente. Uma visão setorial da evolução das relações com clientes”. Ela destaca que, segundo a pesquisa, as companhias em geral não conhecem com profundidade seus clientes nem sabem que valor eles têm para o negócio por terem apenas informações do que eles compram.

“O valor de um cliente não deve ser calculado pelas vendas. Ele pode ser bom comprador, mas reclama muito porque liga semanalmente para o call center. Então, ele compra, mas custa caro para empresa”, afirma Katherine, que acha que em alguns casos fica mais barato para companhia descartar esse tipo de consumidor. Segundo Katherine, para ter esse tipo de informação, as áreas de vendas, marketing e atendimento ao cliente precisam se falar o tempo todo, o que é possível por meio de sistemas informatizados.

Além de saber o custo do cliente, a executiva afirma que é importante cruzar informações do consumidor para saber endereçar as vendas. “Não basta apenas saber que ele tem 1 mil reais para gastar”, explica. É preciso saber se ele é casado, tem filhos e levantar todo seu perfil, ressalta a coordenadora do estudo. Ao compartilhar esses dados, as empresas podem direcionar melhor suas vendas e aumentar a receita operacional. “Se eu não sei quem são meus clientes, meu estoque é alto”, enfatiza Katherine.

Como o consumidor avalia as empresas

A pesquisa da Economist também revelou que cada um dos seis segmentos estudados é visto de uma forma pelos consumidores. No setor financeiro e de varejo o que eles consideram mais importante é a qualidade do atendimento. Em TI e Telecom a inovação é o que conta mais, já nas empresas de utilities, a excelência dos serviços é fundamental para evitar interrupções.

Para Katherine, as empresas que ficarem atentas à integração das informações, souberem quanto o cliente custa para sua operação e conhecerem muito bem seus consumidores são as que mais vão se destacar. Ela observa que o Brasil está em crescimento e é muito promissor para os que estiverem melhor preparados.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Seis mercados em crescimento para pequenas empresas


Sabe quais são os setores mais promissores nos próximos anos?

A empresa de análise de mercado IBISWorld, dos Estados Unidos, apontou os seis mercados que devem ter um crescimento bastante acelerado na próxima década naquele país.

Esses segmentos, divulgados pelo site americano The Street, podem ser boas oportunidades para as pequenas empresas. Inclusive as do Brasil. Confira!

1. Provedores de VoIP (voz sobre IP)
Crescimento previsto: 149,6%
Essa indústria cresceu 179% de 2002 para 2009, segundo a IBISWorld, e o futuro continua promissor para essa forma barata de comunicação – em comparação com o telefone tradicional.

2. Planos de previdência e aposentadoria

Crescimento previsto: 133,7%

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostra que apenas 13% dos americanos acreditam que terão dinheiro suficiente para viver confortavelmente durante a aposentadoria. Ao mesmo tempo, 72% disseram que vão continuar pagando o mesmo valor em planos de previdência e 18% pretendem aumentar esse montante. Em resumo: há uma população que está envelhecendo e que planeja o período da aposentadoria.

3. Biotecnologia

Crescimento previsto: 127,6%

O envelhecimento da população faz com que as pessoas precisem cada vez mais dos avanços da medicina. Apesar de ser um setor dominado por grandes corporações, a IBISWorld acredita que as pequenas empresas terão seu espaço na terceirização de alguns processos.

4. Comércio eletrônico e leilões online

Crescimento previsto: 124,7%

O setor quintuplicou de tamanho na última década e ainda está crescendo. A IBISWorld acredita que esse mercado ainda vai se expandir mais porque as pessoas estão cada vez mais confortáveis com os pagamentos online.

5. Consultoria ambiental

Crescimento previsto: 120,3%

Parece uma aposta segura acreditar que ninguém pensa em ser menos “verde” na próxima década. Também é bem provável que aumente o número de regulamentações ambientais e muitas empresas não têm nem ideia de como deixar suas produções mais limpas. É aí que entram os consultores ambientais.

6. Videogames

Crescimento previsto: 112,9%

As vendas do setor nos Estados Unidos mais que dobraram desde o ano 2000, chegando a US$ 19,6 bilhões. O levantamento da IBISWorld mostra que esse crescimento deve continuar. Um aviso: o mercado de aluguéis de games deve cair 32,8%.


9 lições de empreendedorismo do homem de US$ 300 milhões

Gurbaksh Chahal se mudou da Índia para a Califórnia aos quatro anos. Desde criança era alvo constante de brigas para os valentões de San Jose. Aos 16 anos abandonou a escola para formar seu primeiro negócio, a Click Agents.



Após dois anos, Chahal vendeu a empresa por US$ 40 milhões. Sua segunda companhia, a BlueLithium, foi adquirida pelo Yahoo! em 2007 por US$ 300 milhões. Atualmente, ele administra a gWallet, sua terceira empresa, uma plataforma de moeda virtual para mídia social. Recentemente, Gurbaksh foi convidado para participar de um evento no Canadá.

Ele deu lições de empreendedorismo que aprendeu ao longo de seu caminho. Confira!

1. Contrate apenas ‘rockstars’ para trabalhar em sua empresa - encontre pessoas incríveis e priorize a qualidade em vez da quantidade. Gurbaksh diz que prefere trabalhar com 10 pessoas impressionantes do que 100 pessoas comuns

2. Não espere ajuda gratuita - não peça ajuda a alguém até você perceber que pode oferecer algo em troca. Trata-se do que você pode fazer pelos outros

3. Nunca arrecade dinheiro quando precisar dele – arrecade-o quando não precisar. Os investidores sentem quando os tomadores de dinheiro estão num momento de fraqueza – somos emotivos e eles não correm riscos

4. Filtre as necessidades - escritório e mobiliário de luxo são ótimos, mas as pessoas só se impressionam mesmo é com o seu desempenho. Gaste cada centavo como se fosse o último, e gaste-o em coisas que agreguem valor à empresa

5. Contato é tudo - nunca corte o contato com alguém. Lembre-se sempre que as pessoas não compram o seu produto e sim você (e o que você e sua empresa representam para elas)

6. Aceite a rejeição - nem todo mundo vai investir na sua empresa e nem todo mundo vai achar que você tem uma grande ideia. Faça vista grossa e desconsidere os ruídos

7. Seja decisivo - às vezes, o maior problema para um empreendedor é não tomar uma decisão, é a incapacidade de tomar uma decisão

8. Negocie a partir de uma posição de força - caso você precise de algo que pertence ao concorrente e que você já perdeu. A percepção é fundamental - as pessoas querem o que elas não podem ter

9. Seja apaixonado, mas não emocional - são duas coisas muito diferentes

quarta-feira, 10 de março de 2010

EmpreenLendo - O que estou lendo agora


>> A arte do começo, de Guy Kawasaki

Guy Kawasaki é um dos autores que mais gosto e recomendo, em especial para empreendedores. Ele tem dicas ótimas e escreve de um jeito fácil de entender e bom de ler. A arte do começo é um daqueles livros que você não consegue parar de ler. É minha recomendação número 1 de leitura para quem quer empreender.

Dicas do primeiro capítulo do livro A arte do começo:

Seja significativo. Esse é o principal. Qual a diferença sua empresa vai fazer no mundo, no seu mercado, no seu segmento. A primeira pergunta que uma empresa deve responder é: qual problema eu vim resolver? Outras formas de pensar nisso: como eu torno o mundo melhor, o que eu conserto? Simples, mas você pode se perder no meio do caminho. Ter isso sempre em mente pode ajudar muito seu negócio. Esse item pode ajudar em muitos pontos, em especial em conseguir gente boa para trabalhar com você. Foi por esse ponto que fui trabalhar na AgriPoint, no final de 2001.

Crie um mantra. Missões de empresas geralmente são chatas, sem graça, fáceis de esquecer, difíceis de lembrar. Ao invés de ter uma missão, tenha um mantra. Como você resume seu negócio em uma frase, uma expressão. Que seja fácil, interessante e diferente. Que diga porque você está aqui. Um outro nome para mantra é lema. Guy faz uma piada dizendo que se você precisa mesmo de uma missão, vá no site do Dilbert que tem um sistema grátis, onde você escolhe as palavras e ele solta a missão. Mais enlatado impossível.
Toque o barco. O importante é começar. Como diz a frase “O começo é metade da obra”. Mais importante do que ficar teorizando, planejando infinitamente é iniciar seu trabalho, sua empresa. Você vai aprender muito com o dia-a-dia do negócio. Muito mais do que irá aprender estudando ou planejando o negócio. Tem gente boa que recomenda que você “comece e aprenda”. E esse aprendizado é muito bom, difícil de ser batido por algum outro tipo.

Tenha um modelo de negócios definido. Uma dica interessante do Kawasaki é não inventar na hora de definir como seu negócio vai gerar dinheiro. Quem vai pagar a conta e de que forma. Seja específico, não complique e copie alguém. Ele argumenta, e eu concordo, que dificilmente você irá inventar um novo modelo de negócio, que ainda não está sendo usado em outras empresas, de qualquer outro setor. A sugestão dele é na linha do: invente tudo de sua empresa, se você quiser, mas no modelo de negócios, copie. Vai dar mais certo.

Descreva seus Marcos, Assunções e Tarefas. Esse é um dos pontos mais importantes e que a maioria das pequenas empresas falham. É preciso que você defina, por escrito, quais são os pontos fundamentais do seu negócio, suas metas, suas formas de checagem, de acompanhamento. As premissas que baseiam seu negócio, os princípios de como ele será tocado. Em especial do que é fundamental, que você não abre mão. Outro ponto interessante são as tarefas cruciais. O que você precisa fazer, meio que passo a passo, para que seu negócio tenha sucesso. Minha experiência comprova que ter isso funcionando faz uma diferença enorme. Se paga fácil. É simples a ponto da maioria pensar que não é fundamental. Mas é.

Essas são as 5 recomendações do Guy Kawasaki no primeiro capítulo do livro A arte do começo. Leitura recomendada para quem quer ter seu negócio, com sucesso.

Um detalhe interessante no final desse primeiro capítulo é uma recomendação dele sobre página web, cartões de visita e escritórios. Tenha os dois primeiros o mais rápido possível e o terceiro apenas quando (realmente) necessário. Do jeito que as coisas vão (mobilidade, internet, celulares cada vez melhores) pode ser que você nem precise de escritório, o que pode te economizar dinheiro e trazer mais qualidade de vida para todos na equipe.

No início do livro, ele fala: empreendedor não é um cargo, é um estado de espírito. Eu imagino que cargos vão deixar cada vez mais de existir. E sobre o livro, Guy diz: se você é daqueles que dizem “deixe de lado o que não interessa e só me diga o que fazer”, esse é o livro certo.



>> Quem disse que os elefantes não dançam?, de Louis V. Gerstner

Nesse livro, Louis V. Gerstner conta a história do renascimento da IBM. Depois de sua aposentadoria, o autor freqüentemente era inquirido por outros CEOs e chefes de estado sobre sua experiência como CEO na IBM.

Muitos desses interlocutores deixaram claro ao autor que faziam essas perguntas por que suas próprias empresas, organizações ou governos sofriam de alguns dos mesmos problemas com que se defrontou a IBM durante seu tão comentado quase colapso na década de 1990. Por isso nessa obra, Louis V. Gerstner compartilha sua experiência na IBM mostrando como a empresa superou suas dificuldades.



>> A essência de Peter Drucker, de Peter Drucker

Nos meses que antecederam a morte de Peter Drucker, Elizabeth Edersheim teve acesso em primeira mão às idéias desse ícone, considerado o pai da administração moderna. A pedido do próprio Drucker, Edersheim manteve uma sucessão de longas conversas com ele, sobre o desenvolvimento das empresas modernas e sobre como os empreendimentos continuam a se desenvolver e evoluir em ritmo cada vez mais acelerado.

Este livro capta seus conceitos visionários sobre administração e os aplica aos cenários com que se defrontarão as empresas nas próximas décadas, além de apresentar os pareceres de Drucker sobre práticas de negócios atuais, mudanças econômicas em curso e novas tendências. Escrito como uma verdadeira homenagem a esse homem extraordinário e a toda sua vida de trabalho, este livro é uma oportunidade única de aprender os últimos ensinamentos de Drucker sobre como desenvolver estratégias, competir e vencer em longo prazo.