BLOG Café Empreendedor


por Carlos Henrique Cadinha e CHC® Escritório de Inteligência em Negócios Ltda.


Uma pausa para um cafezinho e conversarmos sobre Gestão Empresarial, Administração de Vendas e Empreendedorismo.


A CHC Ein atua no desenvolvimento de negócios e consultoria focada na abordagem comercial estratégica. Para os novos empreendedores, avalia e desdobra novas idéias visando transformá-las em negócios de sucesso, através do desenvolvimento completo do Plano de Negócios, sua validação, captação de recursos, implementação, operações e consultoria.

Development consulting business focused approach and strategic. For new entrepreneurs, develop study ideas for turning them into successful businesses, by developing the Business Plan, its validation, fundraising, implementation, operations and consulting.


Carlos Henrique Cadinha - CHC Ein
CHC Office of Business Intelligence Ltd.

Dono, Consultor e Parceiro de Negócios para desenvolvimento de novos mercados.
Owner, Consultant and Business Partner to develop new markets.

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"Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem" Peter Drucker

quarta-feira, 10 de março de 2010

OLÍMPIADAS DO CONHECIMENTO - Jovens testam suas capacidades de Criatividade, Liderança e Tomada de Decisões

OLIMPÍADAS DO CONHECIMENTO &
WorldSkills Americas - RIO DE JANEIRO 2010

Belas paisagens ensolaradas compõem a cidade maravilhosa. Mas, para os alunos do SENAI, as atenções estarão voltadas para a Olimpíada do Conhecimento 2010, que ocorrerá no Rio de Janeiro entre 8 e 14 de março. Para eles, sombra e água fresca, só nos intervalos das provas, que englobarão 41 ocupações industriais e 5 modalidades comerciais e do setor de serviços. Jovens em busca de medalha, reconhecimento profissional e uma vaga no WorldSkills 2011, que acontecerá em Londres.
 
Na edição anterior, a Olimpíada contou com 533 competidores, 80 mil visitas de alunos da educação básica, 10 mil trabalhadores envolvidos e 2 mil participantes em eventos paralelos, como palestras, minicursos, espaços culturais, apresentações artísticas, programas do SESI como o Cozinha Brasil e o Biblioteca Móvel, e o Inova SENAI, com projetos de tecnologia de ponta de alunos e professores da entidade. Em 5 edições, o torneio já recebeu mais de um milhão de visitantes.
 
E a 6ª edição da Olimpíada do Conhecimento promete ser ainda maior. A expectativa é de mais de 230 mil expectadores circulando nos 571.000 m² do Riocentro, pois paralelamente ocorrerá o primeiro WorldSkills Americas. Inspirado na competição mundial WorldSkills, o torneio atrairá jovens de todo o continente. O objetivo é trocar experiências entre os países participantes e incentivar a cultura competitiva em mercados ainda em desenvolvimento. E o SENAI, por sua experiência na execução e participação em torneios nacionais e internacionais, organizará ambos os eventos. Uma forma de reconhecimento de nossos vizinhos pela competência do Brasil no ensino profissional para o setor industrial.

>> O que é a Olimpíadas do Conhecimento

Criatividade, liderança, tomada de decisões. Conceitos que fazem parte do dia-a-dia no ensino do SENAI. E para premiar os alunos que se destacam em seus cursos, a entidade criou em 2001 a Olimpíada do Conhecimento, a maior competição de educação profissional das Américas.

A Olimpíada do Conhecimento é uma das principais vitrines profissionais do país, pois expõe o talento de jovens estudantes, incentiva o desenvolvimento de competências e ensina os alunos a superar desafios, aproximando-os da realidade do mercado de trabalho e do ambiente industrial. E os melhores colocados disputam uma vaga no WorldSkills, o mais importante torneio internacional de educação profissional. Prova de qualidade do Brasil para o mundo.

Em segundo plano, a Olimpíada, aberta ao público, torna-se também um espaço de interação e troca de experiências entre a indústria, empresários, estudantes e a comunidade. Além das provas, palestras e exposições atraem mais de 80 mil alunos. E na Praça da Cidadania, programas do SESI como o Cozinha Brasil e a Biblioteca Móvel entretêm os visitantes e oferecem cursos rápidos para a população. Trabalho conjunto do Sistema Indústria pelo pleno desenvolvimento de toda a sociedade brasileira.


>> O que é o WorldSkills Americas

De 10 a 13 de março, as atenções nacionais estarão voltadas para a 6ª Olimpíada do Conhecimento e o mundo de olho na primeira edição do WorldSkills Americas. As duas competições serão realizadas paralelamente nos 571.000 m² do Riocentro e os critérios e regras aplicados serão os mesmos.
 
Realizado nos moldes dos torneios da Europa e da Ásia, o WorldSkills Americas segue os rigorosos padrões internacionais do WorldSkills Competition, a entidade que promove o maior torneio mundial do gênero.
 
Nessa primeira edição, os competidores brasileiros participantes da Olimpíada do Conhecimento terão suas notas comparada com estudantes de outros países do WorldSkills Americas para que a comissão determine os vencedores das medalhas de ouro, prata e bronze. O WorldSkills Americas terá concorrentes de 28 países disputando em 20 modalidades profissionais.
 
São esperados mais de 230 mil visitantes em ambos os eventos, que serão organizados pelo SENAI por sua experiência em competições nacionais e internacionais. Incentivo à troca de experiências em nível continental e reconhecimento à qualidade do ensino profissional do Brasil.

Programação
 
Notícias
 
Olimpíadas nas Redes Sociais
 
A Olimpíada do Conhecimento 2010 terá inúmeras novidades. Uma delas é que você poderá acompanhar tudo que estiver acontecendo no evento por meio de nosso perfis oficiais nas redes sociais. Fotos, vídeos, comentários e debates estarão sendo atualizados quase em tempo real para que você não perca nenhum momento da maior competição de conhecimento do Brasil!


Além dos perfis oficiais, teremos três estudantes do SENAI: Nayara, Hugo e Yuri, para twittarem o evento e contar cada detalhe na linguagem de quem mais entende do assunto: NOSSOS ALUNOS.

Visite, assista, comente! Vivencie a Olimpíada do Conhecimento 2010.


Perfis oficiais:
YOUTUBE - http://www.youtube.com/user/SenaiOlimpiada
FLICKR - http://www.flickr.com/photos/olimpiadasenai
TWITTER - http://twitter.com/olimpiada_senai


Participe, Prestigie e Apóie a criatividade dos jovens brasileiros.
 
Rio Centro - 10 a 13 de março
Avenida Salvador Allende 6555 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro – Brasil
Tel.: + 55 21 3035-9100

domingo, 7 de março de 2010

ESPECIAL REDES E MÍDIAS SOCIAIS - Gastos e Tendências

Uma pesquisa do eMarketer mostrou uma tendência que deve se consolidar até 2011: o uso de redes de sociais.


De acordo com o estudo, 37% dos adultos americanos utilizaram redes sociais por pelo menos um mês em 2007. Esta porcentagem terá um crescimento progressivo até 2011, como mostra o gráfico abaixo, quando chegará a 49%. “O crescimento está assegurado a menos que os adolescentes deixem de usar quando se tornem adultos”, avalia a analista do eMarketer Debra Williamson. Parece difícil acreditar na possibilidade já que 70% dos jovens americanos freqüentam redes sociais ao menos uma vez por mês.




 

Os gastos com publicidade on-line devem chegar a 4 bilhões de dólares em todo o mundo.

Mas se hoje, 70% dos 920 milhões gastos nos Estados Unidos, estão concentrados nas mãos de Facebook e Myspace, a tendência é que ofereçam serviços mais diversificados para publicidade, potencializados pela capacidade de recomendações pontuais.



ESPECIAL REDES E MÍDIAS SOCIAIS - Facebook completa 6 anos e conquista 400 milhões de usuários

"O Facebook completa hoje seis anos de atividade como produto que meus colegas de apartamento e eu construímos para compartilhar informações e falarmos com as pessoas de nosso entorno", escreveu Mark Zuckerberg, fundador e executivo-chefe da rede social em seu blog corporativo.


San Francisco, 5 fev

O Facebook, a primeira rede social do mundo utilizada por 400 milhões de pessoas em todo o mundo, acaba de completar seis anos e comemora com retoques no desenho de sua página inicial para, segundo a empresa, permitir que os usuários encontrem com mais facilidade o que buscam.

"Por isso, é muito gratificante comprovar que, graças a seu crescimento, o Facebook é usado no mundo todo para compartilhar informações sobre todo tipo de evento e para estar em contato com as pessoas das quais gostamos", acrescentou.

Entre as principais novidades do site anunciadas hoje, destaca-se o novo aspecto do menu superior, onde a partir de agora haverá notificações, solicitações e mensagens recentes como, por exemplo, se alguém escreveu no mural ou marcou o usuário em uma foto.

O menu esquerdo também foi reorganizado e agora será possível acessar mensagens e outras funções importantes nele. Além disso, o Facebook destacou mais o chat, mostrando uma lista com os amigos de contato conectados no momento, e incluiu um painel para ver as fotos mais recentes dos contatos, assim como um painel de eventos.

Outra novidade são os novos botões com aplicativos e jogos que aparecerão na página inicial e a introdução de contadores junto aos aplicativos que o usuário marcou em sua página inicial e que o avisarão quando tiver que fazer alguma coisa, como, por exemplo, uma rodada em um jogo.



INFOGRÁFICO - 6 Anos de Facebook


Shareemailshare Muhammad Saleem é um consultor de mídia social e classificado como membro número 1 da comunidade em vários sites de notícias sociais. Segui-lo no Twitter é recomendável para quem deseja obter mais insights sobre comunicação social.

A seguir infográfico que detalha o crescimento do Facebook e o perfil dos usuários nos últimos 6 anos.


ESPECIAL REDES E MÍDIAS SOCIAIS - O Sonho de Consumo das Empresas

Dez dicas para uma empresa ter uma
boa presença nas redes sociais


Ter uma boa presença nas redes sociais é o sonho de consumo de um número cada vez maior de empresas. Mas como alcançar esse objetivo?

1- Como as mídias sociais contribuem para mudar o antigo esquema de comunicação “emissor-mensagem-receptor”?

As mídias sociais geram uma comunicação de duas vias entre os usuários e, desse modo, não há um receptor ou emissor preso a um desses papéis. Em um determinado momento você consumirá conteúdo e, no instante seguinte, comentará sobre o assunto que leu, ou seja, você passa de receptor a emissor e não se fixa a nenhuma dessas posições.

As mídias sociais estão se popularizando e já se tornaram um meio de comunicação essencial. Na escola, os alunos aprendem através de blogs; nas empresas, os funcionários expõem suas dificuldades em comunidades virtuais e por aí vai. A internet, que é o grande meio de comunicação deste século, tornou-se 2.0 e colaborativa com as redes sociais. Trata-se de um caminho sem volta.

2. Quais seriam as melhores maneiras de potencializar minha marca no Twitter e aumentar meu número de seguidores?

Nem sempre ter mais seguidores é potencializar sua marca no Twitter. O ideal é que o volume de seguidores esteja compatível com o seu público-alvo e que o conteúdo gerado no nesse canal seja realmente relevante para eles.

Uma das formas eficientes de se medir isso é por meio da observação de quanto o conteúdo gerado é retuitado pelos usuários, medindo a influência de quem replicou a mensagem ou também quantificando as conversas geradas via Twitter através de Direct Messages ou menções de sua conta. Um outro ponto importante é sempre divulgar o seu endereço de Twitter em todas as mídias nas quais a empresa for divulgada, seja no site, papelaria, e-mails, propagandas, etc.

3. Como fidelizar clientes por meio de uma rede social?

A fidelização de consumidores por meio das redes sociais ocorre por meio da geração de algum benefício palpável a eles. Assim, a primeira coisa a ser feita ao criar uma iniciativa nesses canais, buscando a fidelidade, é identificar o que interessa a esse público-alvo: que tipo de informações é relevante? Que tipo de relacionamento eles esperam? O que pode ser um benefício diário para esses usuários?

Tendo as respostas para essas e outras questões, os moderadores da rede social devem criar um plano editorial para que esses assuntos de relevância sejam abordados dentro de um cronograma correto, consistente e efetivo. Isso fará com que a rede seja constantemente "aquecida”, e as pessoas participarão de forma espontânea.

4. Qual é a melhor forma de chamar a atenção do meu público para os tópicos nas comunidades do Orkut? Como posso garantir a participação das pessoas ao passo em que a maioria usa as comunidades apenas para definir o próprio perfil?

O primeiro ponto é entender se o público-alvo que você quer atingir realmente usa o Orkut para suas conversas. Como está descrito, muitas pessoas só usam as comunidades como "selos" para seu perfil. Caso existam comunidades sobre o determinado assunto que estejam ativas no Orkut, o primeiro passo é estabelecer uma relação com elas como um usuário comum, mas tentando gerar valor para os demais.

Relacionamento é construído e conquistado com o tempo, nada é do dia para noite. É importante participar ativamente dessas outras comunidades e, a partir de um relacionamento já estabelecido, começar a divulgar ativamente a própria comunidade da empresa. Isso evitará que você seja expulso dos outros grupos e, além disso, terá outros usuários interessados em conhecer o seu ambiente.

5. Como estipular um preço para o serviço de redes sociais prestado aos clientes?

Dar preço a um serviço de redes sociais vai muito além da questão de desenvolvimento tecnológico. Aliás, pouco tem a ver com tecnologia. O que as empresas devem buscar são resultados efetivos de negócio e, principalmente, de relacionamento com consumidores, parceiros, comunidades, entre outros. Assim, a primeira etapa na formulação de um preço é o esforço para definir a estratégia e o planejamento das ações. Isso pode envolver uma equipe que deverá ser quantificada em número de horas, cruzando com a margem esperada.

A partir da definição do planejamento, inicia-se o processo de implementação das ações que envolvem horas de desenvolvimento, de geração de conteúdo, licenciamento de software e gestão de projetos. Depois de implementado, é fundamental orçar o esforço que a equipe terá na moderação dos ambientes, nos ajustes tecnológicos e na análise estratégica e de resultados. Ao se levantar o número de horas e demais custos desse processo todo, você conseguirá fixar um preço para seu projeto.



6. Quais as principais metodologias e métricas para a mensuração de ações de marketing nas redes sociais? Existe algum método para medir a força de uma marca nesse ambiente?

As métricas mais utilizadas para mensurar resultados em mídias sociais são os indicadores de visibilidade, influência, participação e engajamento. A visibilidade é traduzida por dados facilmente mensuráveis por meio de ferramentas como o Google Analytics. Exemplos no contexto de uma ferramenta social são: número de visitas, de onde vêm essas visitas, tempo que o usuário fica em cada página e etc. As de influência são medidas por meio de quantos outros ambientes estão referenciando a sua iniciativa, algo que pode se dar por meio de links e menções de terceiros.

Os indicadores de participação são aqueles que medem o quanto os usuários interagem no seu ambiente, ou seja, o conteúdo gerado. Isso pode acontecer através de comentários, fotos publicadas, vídeos inseridos e etc. Por último, a mensuração de engajamento, que são situações nas quais os usuários "vendem" e divulgam o seu negócio de forma espontânea, como, por exemplo, envio de "invites" para cadastramento ou criação de ambientes próprios de divulgação da marca, como comunidades em redes sociais ou contas no Twitter.

7. Nas mídias sociais, existe alguma forma de segmentar o público que desejo atingir?

Tudo indica que sim. A segmentação se dá por duas maneiras: uma é pelo local da ação (que rede social você vai usar), assim como o público escolhido para começar uma interação. A outra maneira se dá pelo tema abordado. Usando as palavras-chave adequadas é possível fazer um conteúdo relevante para o público-alvo, além de potencializar suas aparições nos buscadores (seja no Google, seja nas mídias sociais) para quem procurar pelo tema.

8 - Marcas de grande porte correm um grande risco ao se inserirem nas mídias sociais?

Primeiro deve-se analisar como elas entram nas mídias sociais. Se a intenção é estar na moda ou conseguir um ROI (retorno sobre investimento) milagroso, então há um enorme risco. Mas se for uma estratégia consistente e a intenção for interagir com seu público, os riscos são praticamente nulos. Vale lembrar que não há nenhum risco maior do que não se inserir nas mídias sociais.

9. Qual o limite ético ao querer influenciar ou patrocinar blogueiros/tuiteiros que teoricamente produzem conteúdo independente e não comercial? O que é permitido e o que não é?

As pessoas seguem usuários no Twitter ou assinam RSS de blogs apenas por um único motivo: consideram aquele conteúdo interessante para elas. E o que é interessante? Em 99% das vezes, é aquilo que trata de assuntos abordados de forma imparcial, independente e espontânea. Mas nem sempre a mensagem tem essas características. Isto é, pessoas que primeiramente atraíram outros usuários em função do conteúdo, agora usam esse histórico positivo para produzir espaços pago/patrocinado.

O grande detalhe é que muitos geradores de conteúdo não especificam isso e misturam essas propagandas com aquilo que é, de fato, importante, fazendo as pessoas acreditarem que se trata de um conteúdo imparcial. Trata-se de um grande risco para o blogueiro/twitteiro e para a empresa que o patrocina, pois, se um usuário descobrir que está sendo "enganado", o canal pode perder a credibilidade na rede, e a marca se desgastar.

Assim, o limite está em nunca confundir o conteúdo do blog e twitter com formas de patrocínio. Uma alternativa é usar, por exemplo, o layout de background do twitter ou blog para que se venda espaço publicitário.

10. Que comportamentos podem ser vistos como exemplos de mau uso das mídias sociais?

Basicamente são aqueles que tentam disfarçar uma comunicação institucional e corporativa como algo espontâneo. Um exemplo é falar para um blogueiro o que escrever sobre a sua marca ou pagá-lo por um post que pareça espontâneo, em vez de veicular propaganda.

Também vale lembrar que ações que premiam determinados formadores de opinião com eventos ou brindes podem ser encaradas como "mau uso" por serem contra o princípio de participação das mídias sociais e por passarem uma ideia de segregação de público, já que privilegiam apenas alguns usuários com as recompensas.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O Planejamento e Pensamento Estratégico sob o prisma da Cultura Organizacional


Existe hoje uma questão fundamental no contexto da formulação estratégica nas organizações: as definições e desdobramentos estratégicos serão mais bem conduzidos por um processo de planejamento ou de pensamento estratégico?

A estratégia empresarial pode ser planejada, a partir de um processo estruturado, onde os principais líderes empresariais devem fazer as perguntas certas, discutir as respostas encontradas, buscar o consenso, decidir como competir a partir dessa análise planejada e formalizar as estratégias no plano estratégico ou plano de negócios.
Onde ficam a intuição e criatividade, necessárias, diria mais, imprescindíveis, em face de dinâmica do mundo globalizado ?


A Cultura do Planejamento Estratégico


No processo do planejamento estratégico a palavra chave é análise, ou seja, o desmembramento dos principais aspectos relacionados com a estratégia empresarial em várias partes. O objetivo é conhecer a natureza da organização, suas intenções estratégicas, objetivos de longo prazo, seu ambiente de competição, fatores externos e internos e, então, traçar objetivos e metas de médio e curto prazo e os correspondentes planos de ação.
Considerando que a análise do ambiente competitivo, com seus aspectos externos e internos à organização foi bem conduzida, e que as hipóteses de causa e efeito no detalhamento de planos de ação para o dia-a-dia foram corretamente estabelecidas, a implementação desses planos deve levar à realização dos objetivos estratégicos.


O que pode ser questionado neste processo, digo, quais os riscos ?


Um planejamento formal, com ações previamente estabelecidas, pode levar a organização na direção errada, particularmente num mundo onde a mudança das condições de competição é ato contínuo. Mas, como provocar as mudanças necessárias na organização sem que planos formais de ação possam ser implantados e monitorados? As ações planejadas para médio e longo prazo, não podem ser consideradas “decisão tomada” que, portanto, não será mais questionada, e assim “a ordem é: cumpram-se os planos”. De fato, o plano estratégico formalizado e rígido deve ser alvo de revisões sistemáticas, seja para a confirmação ou para o realinhamento dos objetivos, metas e ações.


A Cultura do Pensamento Estratégico


No processo do pensamento estratégico a palavra de ordem é “síntese”, ou seja, a reunião de elementos concretos e abstratos em um todo, que trata da complexidade de um grande volume de informações, assume que os riscos inerentes são naturais e, assim, faz uso de intuição para a tomada de decisão e de criatividade para o desenvolvimento de novas abordagens para problemas antigos. Para esta escola, ter estratégia significa ter consistência de comportamento ao longo do tempo.
Os adeptos do pensamento estratégico consideram que frente ao dinamismo do mundo atual é preciso pensar adiante, bem como realizar adaptações ao longo do percurso, e que isto é muito difícil num processo de “planejamento formal”. Para eles, não existem estratégias puramente deliberadas e planejadas. Assim, a realização dos objetivos estratégicos só será alcançada com uma formulação estratégica fundamentada em diretrizes gerais, mais estáveis, e com planos de ação para o dia-a-dia emergindo ao longo do caminho.


Qual o risco deste processo?

Ao deixar para definir planos de ação na medida em que as demandas surgem, mesmo que alinhadas por diretrizes gerais, a organização pode especializar-se em “apagar incêndios”, confiando demasiadamente em sua capacidade de provocar as mudanças organizacionais com vistas à realização da estratégia, processos demorados, com alto grau de resistência interna.
Pode até mesmo perder o foco estratégico ao longo do caminho. A cada mudança percebida, novas decisões são tomadas e novos planos de ação são encaminhados para manter o alinhamento da operação com as diretrizes estratégicas gerais, num processo de controle e aprendizado contínuo.


Afinal, planejamento e pensamento estratégico são opções distintas?


Podemos abrir mão de um processo em favor do outro, para maximizar os resultados?


Podemos concluir que a resposta à questão “planejamento ou pensamento estratégico?” não passa pela escolha de uma ou outra escola de formulação de estratégias. Não existem, de fato, divergências nas duas escolas. A maximização dos resultados exige o desenvolvimento da “cultura estratégica” na organização, estabelecendo e amplificando a atenção de todos para questões estratégicas nos acontecimentos diários, promovendo a consistência de comportamento em longo prazo e a estruturação de um sistema estratégico, facilitando a definição e o controle de um curso de ação para o futuro.


Ao desenvolvimento da “cultura estratégica” podemos associar a escola do pensamento, e à estruturação do “sistema estratégico” a escola do planejamento.

Antigos Conceitos Para 2010 Novas Expectativas

Apesar do final das férias, as notícias são boas para que está retornando ao trabalho. Pesquisa realizada pelo Banco Central aponta um crescimento de 5,20% para o PIB e de 8% para a produção industrial. Ótimas perspectivas para 2010, o qual promete muito trabalho.
A sua empresa certamente passou por reestruturações em 2009, adotando diversas ações restritivas para se adequar a um ano de crescimento zero. Demitiu, cortou custos, reduziu investimentos e diminuiu margens foram à tônica do ano que, para muitos, é melhor esquecer.
Face à dicotomia dos cenários, é hora de parar e analisar se a sua empresa está preparada para aproveitar as oportunidades de crescimento a partir de 2010. Talvez o cinto tenha sido apertado demais.

Determinar até que ponto soltá-lo será a grande dúvida. Empresários e executivos escaldados talvez prefiram uma dose maior de cautela, pelo menos neste primeiro trimestre.
No campo da cautela e canja de galinha, o interessante será usar de um conceito antigo, porém totalmente aderente a esse momento de “preleção estratégica corporativa”.
Falo dos 4Ps de Marketing: produto, preço, promoção e ponto de venda.



Vale exercitar, é simples e você já conhece:

Produto

Faça uma revisão de suas principais linhas e dos produtos que as compõem. Vendas acumuladas, crescimento e margens de contribuição são bons indicadores. Uma análise simples poderá apresentar possibilidades de consolidação de linhas e cancelamentos de produtos. Uma menor quantidade de itens ajudará a diminuir os custos e estreitar o foco.

Preço

Uma vez definidas as linhas e produtos remanescentes, é hora de ajustar os preços. Analisar os produtos concorrentes e substitutos disponíveis no mercado é prática saudável, consistindo no primeiro passo. Montar uma tabela comparativa, atualizando os preços é um método eficiente e simples para este fim.
A comparação trará os já conhecidos produtos nos quais a concorrência é mais agressiva: os pães quentes do setor. Baixas margens e alto volume de faturamento. O prêmio está muitas vezes escondido em acessórios, complementos ou itens de baixo giro ou valor relativo. A velha estratégia do sanduíche + batatas fritas + refrigerante.

Ponto de venda

A revisão dos produtos e preços poderá afetar sua estratégia de canais atual. Quem sabe não seja a hora de tirar seu projeto de e-commerce da gaveta. Caso seu produto ou serviço exija parceiros - distribuidores, revendedores, desenvolvedores, lembre-se que eles também farão sua análise dos 4Ps, podendo encontrar alternativas mais atraentes.

Promoção

É certo que a água voltará às torneiras. Escassa, talvez em pingos, até que a situação se normalize. Os executivos de marketing, acostumados às épocas de vacas gordas, precisarão de muita criatividade para literalmente "tirar leite de pedra". Entretanto, trabalhado em conjunto com um bom mix de produtos, preços alinhados e canais motivados, poderá certamente, atuar como o diferencial competitivo de sua empresa.


Vamos combinar o seguinte: no balanço do 1S10 iremos voltar a esse post e dar uma nota pro seu conteúdo "holístico artesanal".

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

IT Leaders do Brasil - Existe espaço para evoluir ?


Executivos brasileiros de tecnologia demonstram grandes virtudes, mas precisam melhorar pontos como inovação e estratégia.


O Brasil é conhecido por gerar executivos de destaque e que se tornam referências no mundo. Isso se deve aos muitos anos de instabilidade econômica pelos quais o País passou, que tornaram a gestão de empresas algo muito complexo e desafiante.

Os executivos nesses ambientes foram obrigados a se desenvolver muito rapidamente, tendo que ser flexíveis, pensar rápido, tomar decisões com pouquíssimas informações e lidar com o imponderável todos os dias. Como diz o ditado, “mares calmos não fazem bom marinheiros”.

Na área de TI, vivemos muitos anos com o mercado fechado, o que também exigiu dos gestores muita criatividade para atender as áreas de negócio, não contando com as tecnologias de ponta existentes em outros países. Muitos gestores de TI do Brasil também são reconhecidos internacionalmente. Não é raro encontrar CIOs brasileiros sendo responsáveis pela operação de vários países.

O que a IDC observa é que realmente os executivos de TI brasileiros têm virtudes que os destacam no mundo, como a flexibilidade, cordialidade, conhecimento técnico e criatividade. Porém, há muitos pontos ainda que necessitam ser trabalhados.

Em uma pesquisa informal que a IDC realizou com fornecedores de TI no Brasil, foi perguntado qual o percentual de CIOs brasileiros que hoje pensam estrategicamente e têm um papel muito relevante no processo de inovação e geração de diferencial competitivo das empresas. As respostas foram consensuais e convergiram para algo como 25%. Ou seja, aos olhos de muitos fornecedores, apenas um quarto dos seus clientes tem CIOs realmente estratégicos. Afinal de contas, quão bons são os CIOs no Brasil?

A premiação IT Leaders é uma ótima oportunidade para trazer luz a esse tema. Centenas de gestores de TI participaram de uma pesquisa que avaliou características tais como gestão de pessoas, pensamento estratégico, o papel de TI na inovação da empresa, gestão de TI propriamente dita, experiências e etc.

O que se pode observar é que o Brasil conta com muitos CIOs de destaque e que não ficam a dever nada aos melhores gestores do mundo. Porém, de maneira geral, ainda há muito espaço para melhorias na gestão de TI no País. Na média, os respondentes atingiram somente 30% das notas máximas em cada uma das áreas pesquisadas.

Apesar de não termos uma base de comparação com outros países, uma vez que não foi realiza uma pesquisa com a mesma metodologia fora do Brasil, este índice, em uma primeira análise, parece baixo. Obviamente, atingir as notas máximas requereria a perfeição, que dificilmente um humano seria capaz de realizar. Mas certamente há áreas onde os gestores terão que colocar mais atenção.

Uma delas é a área de inovação. Ainda verificamos que TI em muitas empresas participa reativamente do processo de inovação. Outras áreas que necessitam de melhorias são comunicação de TI , a medição de qualidade e governança de uma maneira geral. A maioria das empresas pesquisadas ainda tem uma maturidade relativamente baixa nessas áreas. Isso não representa necessariamente uma má notícia, pois pudemos observar uma enorme evolução na postura e capacitação dos gestores de TI nos últimos 10 anos no Brasil.

Apesar da média não ter sido muito alta, há várias empresas que tiveram destaques positivos, e que possuem CIOs que estão fazendo a diferença. Infelizmente não dá para premiar todos os executivos que estão muito acima da média, pois há muitos no Brasil.

Houve diversos casos onde a disputa foi apertada, o que talvez tenha gerado espaço para algumas injustiças na premiação. Mas, certamente, os que não foram contemplados estão sendo reconhecidos dentro de suas empresas. Mais cedo ou mais tarde, eles também levarão algum prêmio IT Leaders.


Conheça os IT Leaders 2009 em cada categoria

- Agronegócio e Mineração - Renato Braga Nunes

- Comércio - Jair Lorenzetti

- Educação - Nivaldo Marcusso

- Finanças - Laércio Albino Cézar

- Governo - Eduardo Kenzi Antonini

- Indústria (Alimentos e Bebidas) - Fernando Brocaneli

- Indústria (Automotiva/Autopeças) - Claudio Martins

- Indústria (Manufatura) - Jedey Miranda

- Indústria (Bens de consumo) - André Doro

- Indústria (Farmacêutica) - Vera Marques

- Saúde - Neuza Ferreira da Rocha

- Serviços - Marcelo Tort